quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Discutindo a Relação

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Uma pesquisa diz que quando as mulheres disparam a falar, os homens desligam.
Outra pesquisa diz que, na relação sexual, ao atingir o orgasmo, as mulheres se desligam de todos os sentidos, enquanto os homens, não. Ainda podem estar atentos a outra coisa.
Que difícil esse encontro entre os sexos! Quando um está, o outro já não está mais. Não é preciso apenas que um corpo esteja ali, para que se esteja mesmo ali. É preciso muito mais do que isso. O amor exige isso.
Acredito que a maior parte das brigas entre casais (talvez das brigas entre pessoas) baseia-se nesses desentendimentos, nesses desencontros. Queria que fulano estivesse aqui, e ainda que esteja aqui, não está aqui!
Explico: É como a internet, quando cai a conexão. Você pode ter o computador em suas mãos, o internet Explorer e o MSN aberto, mas não é o suficiente. É preciso que se tenha exatamente isso: conexão.
Lacan disse que “a relação sexual não existe”. É uma expressão que ele utilizava para provocar. Afinal de contas, o sexo existe, sim. Mas não a relação sexual. Que diferença faz?
Ora, não é ter o computador que nos dá a garantia da conexão. Ainda que hoje em dia tenhamos wireless, e não mais cabos, ainda assim há algo que pode escapar.
Mesmo na relação sexual mais bonita, mais perfeita, mais excitante, em que os dois chegam ao orgasmo juntos, no mesmo momento, ainda assim é preciso perguntar: - Foi bom pra você? E aí, é preciso acreditar na resposta do outro. Não se pode ter certeza. Não podemos sentir com o corpo do outro, apenas com o nosso.
Ao final, cada um continua só, com a sua carne, com o seu corpo. Sem a tampa da panela, sem a sua alma gêmea, sem a sua cara metade. Ufa! Somos faltantes sozinhos

Ana S. S. EM: http://significantess.blogspot.com/

Um comentário:

Fernanda Ferreira - Ná disse...

Amigos,
Venho da amiga Lívia onde este texto é citado.

Sendo uma tema complexo e pertinente, ocorre-me deixar este comentário.

Compreendo perfeitamente o sentido dado a "verdadeiro amor" como sendo pleonasmo.
Realmente ele ou é... ou não o é.
Ponto final paragrafo!

No contexto geral, o que fica implícito neste texto é que o amor nunca é perfeito, já que a demanda é constante...
Será???

Uma vez escrevi mais ou menos isto:

Amor nada pede, não governa, não prende não amarra. Amor simplesmente deixa que os corações se entrelacem.


Beijinhos